A arte de fazer curvas no Kartismo: Parte 1

Conheça conceitos valiosos sobre a dirigibilidade em curvas e entenda conceitos importantes.

Pilotar em linha reta com um kart é algo relativamente simples de se fazer. Mas são nas curvas onde se encontra o verdadeiro desafio, a verdadeira diversão. Neste artigo, você aprenderá sobre o traçado de uma curva – aquele elemento quase místico sobre o qual muitos pilotos de corrida tanto comentam. A meta é fazer você entender os conceitos envolvidos na pilotagem em curvas, de forma a que você tenha condições de definir, por si próprio, o traçado perfeito e mais rápido para cada curva que apareça.

IMG-20171117-WA0010Foto Divulgação: V11Kart

Raio de Curva = Velocidade x Tração

O que é mais fácil, pilotar em linha direta ou em uma curva? Em qual delas você pode ir mais rápido? Na reta, certo? Isso deveria lhe dar uma boa dica sobre o tema mais importante que está detrás da pilotagem em curvas: quanto mais reto você pilotar, mais fácil será e mais rápido você estará. A forma para se conseguir isso é pilotar o kart, nas curvas, ao longo de traçado com o maior raio possível. Em outras palavras, transforme as curvas em retas o máximo possível.

Tentemos fazer uma pequena experiência. Amarre um pequeno peso (um par de porcas, por exemplo) em um pedaço de barbante de meio metro de comprimento. Gire o barbante ao redor sua cabeça e perceba a velocidade e a força centrífuga puxando o peso para fora. Pegue o mesmo peso, amarre-o a um pedaço de barbante de cerca de dois
metros de comprimento e faça a mesma coisa. Você vai notar que, quando você estiver girando o peso, ele estará muito mais rápido com a mesma força centrífuga.

Agora, imagine seu kart como se fosse este peso, passando por duas curvas, uma com um raio de meio metro e outra com um raio de dois metros. Assim como o peso na ponta do barbante, o kart estará sendo pilotado mais rapidamente quando seguir um raio maior.

Pontos de Referência

Antes de prosseguir, é importante lembrar que qualquer discussão sobre tomada de curva deveria começar pela definição dos pontos de referência que você usa em uma curva. Há três pontos chave que devem ser usados como referência: ponto de entrada, ápice e saída. Essas referências também devem ser associadas ao ponto de frenagem na aproximação para a curva. É claro que a pilotagem deve ser um caminho contínuo e coerente entre estes pontos

Ápice

Frequentemente o ápice, em uma curva, não se encontra em um único ponto, mas uma área. É a área da curva onde você está tangenciando-a. É descrito, às vezes, como aquele ponto onde você passa da entrada da curva para a sua saída. A área de ápice pode ser um único ponto, de poucos centímetros de comprimento, onde você toca a extremidade interior de uma curva fechada, ou pode ter muitos metros de comprimento, em uma curva aberta.

Saída

O ponto de saída de uma curva é o lugar onde o kart volta a andar em linha reta. Como o segredo está em usar toda a superfície da pista, isso significa que o ponto de saída normalmente estará no lado externo da pista. Isto ajuda aumentar o raio da curva, fazendo com que ela fique “mais reta” do que se você ficasse mais para o meio ou para
dentro da pista.

Linha Ideal

Com a informação que você tem agora, você pode pensar que determinar a linha ideal de qualquer curva – aquela que resultaria no tempo de volta mais rápido – seja algo simples. Pegue aqueles três pontos (o ponto de entrada, o ápice e a saída) e una-os em um arco que resulte no maior raio possível ao longo da curva. Esta linha geométrica é o traçado mais rápido para se percorrer a curva.

linhageometricaImagem Ilustrativa

No entanto, ao se pilotar em uma pista de corrida, você também tem de considerar as retas que conectam as curvas. Na realidade, embora as curvas sejam mais que um desafio, as retas podem ser mais importantes. Por quê? Primeiro, porque na maioria das pistas você gastará mais tempo nas retas do que em curvas. Isso significa que há mais tempo para se ganhar ou para se perder nas retas. Segundo, porque as retas são os lugares onde você estará pilotando mais velozmente, o que significa, mais uma vez, que há mais para ganhar ou perder. E, finalmente, é muito mais fácil de passar seus competidores nas retas que nas curvas. Assim, o principal objetivo da linha ideal é fazer as curvas de um modo tal que você seja não apenas rápido na curva, mas também na reta seguinte.

Para fazer isso – maximizar a velocidade na reta assim como a velocidade na curva – você frequentemente tem que alterar aquela linha geométrica hipotética. Em outras palavras, pilotar em um traçado com o maior raio possível pode não ser o suficiente.

O desafio real está em determinar o quanto você precisa alterar aquela linha geométrica hipoteticamente ideal. Manter-se muito próximo da linha geométrica fará com que você seja rápido na curva, mas não tão rápido ao longo da reta. Alterar em demasia fará com que você tenha boa aceleração na reta, mas perderá mais do que ganhou devido ao quanto que você teve que reduzir a velocidade no início da curva. Deve haver um equilíbrio entre esses dois extremos e isso é chamado de linha ideal. Essa é uma das principais razões para você treinar: alterando ligeiramente seu traçado para determinar qual é a linha ideal para você e para seu kart, em cada curva.

Publicado originalmente em FREEKARTING – DF.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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